segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

What you see is what you hear

Não consigo descrever o que sinto quando ouço Wim Mertens a tocar. Por mais que pense em palavras, não consigo descrever esta sensação de preenchimento, de equilíbrio, de paz, de felicidade, de completude.
Um sentimento só superável, quando ele canta.




Obrigada, pelo presente ;)


sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Apetece-me disto...



Descansa corpo santo, inimigo do trabalho

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Hoje, pela música e pelo filme, que retrata o imensurável amor de filho.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Amigo Imaginário

A caminho de casa, todos os dias, à mesma hora, reparo num senhor de idade já avançada, no que parece ser uma loja, quase vazia, à excepção de uma secretária e duas cadeiras.
Numa das cadeiras está este senhor sentado, virado pra rua, e a outra cadeira está à sua frente do outro lado da mesa. Em cima da mesa, está pousado um telefone e escassos papéis cuidadosamente organizados. O senhor permanece imóvel, sentado, a olhar para mesma paisagem, dia após dia.

É uma imobiliária. No meu imaginário, o senhor é reformado, e este trabalho é uma ocupação para os seus tempos livres de reformado. Tenho pena do senhor...todos os dias ali sentado sozinho, aparentemente sem fazer mais nada...a não ser pensar e a contemplar os ecopontos que povoam a paisagem no seu campo de visão.

Pergunto-me, porque não leva um livro pra ler? Obviamente está lá apenas para atender chamadas...Umas revistas?Não? Ou até um computador? Mesmo sem internet...podia jogar o solitário...

Dia após dia observo o senhor, a fim de recolher mais informação, intriga-me vê-lo imóvel, sentado na sua cadeira, com os braços em cima da mesa, as mãos juntas, os dedos entrelaçados. Sinto curiosidade de saber mais sobre a sua vida...Porque razão não adormece? Imagino que seja alguém que não necessite de dormir muito...senão adormeceria concerteza...embora julgue que está lá para isso, nunca o vi a atender o telefone.

Nunca lá vi mais alguém.

Até hoje...

Hoje o senhor tinha companhia!!
Do outro lado da mesa, sentado na cadeira, estava outro senhor, talvez com uma idade próxima à dele. Pareceu-me que se conheciam há já algum tempo, pareceram-me próximos. Talvez amigos, sim, concerteza são amigos.

E de repente, começa a formar-se dentro de mim uma ideia...
Será que, ao fim destes meses, de observação, "criei" um amigo imaginário para o solitário senhor? Será que é fruto da minha imaginação?

Rio-me e fico animada ao observar os dois amigos a conversarem.


terça-feira, 29 de setembro de 2009

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Music!Music!Music!

Esta música é uma das minhas músicas preferidas, conheço várias versões, e todas excelentes. Aliás, a versão do Michael Jackson é a que menos me agrada.
Esta versão que vos mostro, não é a minha preferida, mas acontece que há dias o meu primo Nuno, apresentou-me este artista, Chris Cornell, e entre as musicas dele encontrei esta versão da música Billie Jean, que adorei.
Quanto à música de Chris Cornell pareceu-me bastante interessante. Tem uma voz muito boa, e soa a qualquer coisa mt parecida com Timberlake, mas com mais qualidade.



E, já agora fica a minha versão preferida ^^:



Obrigada primito! Ah e Parabéns!!!:D

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

quinta-feira, 23 de julho de 2009

doce da fatia de um dose



Admiro a escrita de João Negreiros, foi uma das poucas pessoas que "li" e que disse "Porra, tá tudo dito, não tenho mais nada a acrescentar". Na verdade, adoro a forma como brinca com as palavras, tornando-as verdadeiras e cheias de sentido. Tem um jeito de escrever muito directo mas não bruto, as palavras são leves mas fortes o suficiente para me sensibilizar, tudo que escreve parece sentido, mas não sentido de uma forma lamechas, mas com um quê de teatral, a roçar o drama, a tragédia. Talvez por isso, seja sempre um prazer assistir às peças de teatro dirigidas por ele. Aconselho que o "leiam" e se tiverem oportunidade assistam às peças de teatro, neste momento está em cena "Inspiração é respirar" pelo Teatro Universitário do Minho (TUM) até ao próximo sábado.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Porque...

...já não escrevo um post há muito tempo.
...descobri um pequeno tesouro.
...é música da boa :D.

Um som diferente, muito energético, uma voz excelente, um toque de punk, adoro!

Ladies and Gentleman i'll present you
Florence and the Machine
Depois de muito escolher decidi-me por esta música, mas acreditem, a banda tem outras músicas igualmente boas.



quinta-feira, 18 de junho de 2009

Nigth train

"I want to go through life unknown. The blindness of others is my safety and my freedom."

Estefania Espinhosa

domingo, 7 de junho de 2009

Consciência Real

Uma colmeia abriga até 80 mil abelhas. Tem uma rainha, alguns zangões e milhares de operárias. Se nascem duas rainhas ao mesmo tempo, elas lutam até que uma morra. A abelha-rainha vive até 4 anos, enquanto as operárias não duram mais de um mês e meio.
Apenas as abelhas fêmeas trabalham. Os machos podem entrar em qualquer colmeia ao contrário das fêmeas. A única missão dos machos é fecundar a rainha. A rainha voa o mais que pode e é fecundada pelo macho que conseguir ir ter com ela. Depois de cumprirem essa missão, eles não são mais aceites na colmeia. No fim do verão, ou quando existe pouco mel na colmeia, as operárias fecham a porta da colmeia e deixam os machos morrerem ao frio e à fome.

in Wikipedia

Esta realidade das abelhas pôs-me a pensar, que embora pareça que nas colmeias a vida mais previligiada é a da rainha, talvez não seja bem assim. Pelo contrário, parece-me que a abelha rainha é a que desempenha o papel mais penoso.

É verdade, para as operárias não é fácil, passam a vida a trabalhar, e a impedir a entrada dos machos no fim do verão, é, portanto, uma vida comparada à de escravos, cuja existência é única e exclusivamente dedicada ao trabalho (Just work, no fun, poor bees).

E, é verdade, embora pareça que a vidinha dos zangões é só boa vida (Just fun, no work), eis que quando fecundam a abelha rainha, morrem, ou seja, dito de uma forma mais radical, fazem o seu trabalhinho, e depois disso passam a ser dispensáveis.

No entanto, a rainha dura cerca de 4 anos, enquanto que as operárias têm uma vida extremamente curta, assim como os zangões, vidas penosas mas de pouca dura. Imaginemos, que esta rainha das abelhas é capaz de desenvolver uma consciência, de desenvolver uma capacidade originalmente humana, imaginem quão penosa será esta vida Real, tendo consciência que as suas operárias vivem a sua curta vida apenas para trabalhar, que fecundar a rainha significa para os zangões a sentença de morte!!! Vida dura não?

Agora, e porque ainda quero que este post possua uma linha de raciocínio, pensemos na vida humana, na nossa realidade. Não conseguiremos estabelecer uma analogia entre o mundo das abelhas e o nosso próprio mundo? Como será a consciência das nossas rainhas, reis, presidentes, etc, isto se, é claro, forem capazes de desenvolver uma consciência!!!! Imaginemos, novamente que estes conseguem desenvolver uma consciência, como conseguirão viver sabendo que existem tantas injustiças no nosso mundo, tanta coisa para resolver? E que, de certa forma, serão, directa ou indirectamente, responsáveis por estes problemas.

E porque estamos em época de eleições, não deveremos nós repensar na posição frequentemente tomada de ânimo leve por muito boa gente de que essa gente da política, só anda aqui para enriquecer à nossa custa, que só querem é boa vida? Será mesmo boa vida? É óbvio que para alguns, sim, é verdade, mas para aqueles que o fazem por paixão, por acreditar e acima de tudo com consciência, será mesmo boa vida?

Para reflectir, com consciência.


terça-feira, 19 de maio de 2009

Rendida...

"Anyone who is aware of a problem is responsible for it"
Antony Hegarty

Absolutamente rendida aos encantos deste senhor, desta belissíma voz!
Concerto excelente, não tenho palavras para o descrever!

Fica um vídeo já antigo, com a música cantada no final, a minha preferida :D



sexta-feira, 15 de maio de 2009

It's a fantastic...cable


Tá bem, é só um cabo...e eu podia ter morrido =P
Mas...
Experiência fantástica :D
Para repetir e aconselho a todos.
O vídeo não ficou completo :(, segundo o Miguel falhou a bateria a meio.

domingo, 10 de maio de 2009

Redescobrindo...



A grandiosidade do ser humano.
E de repente, volto a acreditar que é possível, que temos potencial, que podemos ser diferentes.

sábado, 25 de abril de 2009

Eu gosto de....Liberdade

Eu até podia dizer que gosto de liberdade, mas para dizer isso teria de já ter experimentado a liberdade.
Mas eu não sei o que é liberdade.

Liberdade de ir... se quiser... de ficar... se me apetecer.... de rir... de chorar... de sorrir... de falar... pensar... dormir... parar... ser... apetecer... brincar... troçar... cantar.... cantarolar... saltar... dançar... rebolar... sentir... sem limites.
Liberdade de me dar na maluqueira, virar-me e dizer...E porque não?
Sentir e viver a vida ao limite, pensar sem condicionamentos, sem se's, sem restrições.

Mas afinal, o que é a liberdade? Tudo que enumerei faz a liberdade? O que faz a liberdade? A liberdade de hoje será a liberdade de amanhã? E a de ontem?
E para ti, o que é a liberdade?

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Bomba relógio

A Naifa
Perigo de explosão
É melhor
fechares
os olhos,meu
amor,
antes que o
mundo
inteiro seja um
incêndio.

Os ventos todos
fechados dentro
da minha mão.
quantos ciclones
queres ?

Procurava
nos outros a
ternura,mas
só encontrava
poços cheios
de ódio e
nitroglicerina

Aquele
poema,
ao contrário
dos outros,
tinha pólvora.
só lhe faltava
o rastilho.

Éramos
rebeldes por
sistema,a sonhar uma
revoluçao por dia.à
tardinha,na esplanada,
bebiamos um
cocktail molotov.

O terrorista
apaixonado
carregava,às
escondidas,
uma bomba-
relógio.era
no peito.era o
coração


sábado, 11 de abril de 2009

"Hoje o céu está desta cor e por ser hoje é a minha cor preferida."

João Negreiros

Há coisas que me deixam um sorriso na boca...
Há coisas...
Umas pequeninas, outras grandes, e cada uma me encanta de forma diferente, mas todas recebem um sorriso.
Hoje, no centro da cidade, a passear, olho por acaso para a janela de um autocarro que passava ao pé de mim e vi um cartaz com poesia, poesia de João Negreiros, um belo motivo para sorrir.
Pesquisei na net e descobri aqui que se trata de uma iniciativa intitulada ‘Grandes Poemas para Viagens Pequenas’ cujo objectivo é o de “levar a poesia a locais onde não seria provável encontrá-la: na aridez do caminho entre a casa e o trabalho, deparar com um pouco de beleza através de versos que encantam os sentidos e aquecem a alma”.

Parabéns à iniciativa!!!
:)

terça-feira, 24 de março de 2009

who wants to be a Slumdog millionaire?!


Who wants to be a millionaire?
Who wants to be a Slumdog?
Who wants to be me?



Quem quer ser um ingénuo? Por vezes confundido com fraco, e até (sei lá) burro? Quem quer ser genuíno a ponto de acreditar e lutar nos seus sonhos, no amor, a ponto de acreditar em si?

Um retrato de um país, a Índia....Ou talvez....Quantos Salim já conheceste? Quantos Jamal já conheceste? E Latika's? Mais do que um retrato da Índia, um retrato do mundo, protagonizado por personagens que poderiam ser perfeitamente um dos nossos vizinhos, familiares ou até amigos.

Alguns vêm uma história de amor forçada, e mal fundamentada, condicionada pelo dinheiro. De facto, é o título do filme, o enredo gira em torno do famoso concurso "Who wants to be a millionaire?", tudo indica que sim, mas é muito mais... aliás como disse Jamal "O dinheiro não é importante".

Jamal acreditou, Jamal não desistiu, Jamal lutou...
Mais, Jamal fez tudo isto com sinceridade. Um acaso? Sorte? Dizem que é do destino...Eu digo que é porque Jamal é genuíno, verdadeiro, um herói...
Alguém que não sabe a resposta à última pergunta, porque nunca teve a oportunidade de saber, e ainda assim é capaz de se rir disso mesmo. Porque a resposta, essa esteve sempre presente dentro de si... Não, este não é um filme sobre um concurso ou sobre dinheiro...

Não percebo nada de críticas de filmes, não conheço os nomes dos filmes mais espectaculares e vencedores de oscares, nem de realizadores, muito menos de produtores. Nem o pretendo, total leiga no assunto. Gosto de filmes que toquem, este tocou-me como muito poucos, fez-me pensar, sem estar somente a assistir, fez-me sentir.
Portanto, segundo os meus parâmetros a nota final: excelente.
De salientar ainda, as imagens, não só da Índia e da sua realidade, mas sobretudo das expressões dos protagonistas, e a banda sonora, que também merece referência.